sexta-feira, 2 de março de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Copic Markers no Brasil

Durante muitos anos, fui avesso à marcadores a base de solvente. Lá no início dos tempos, quando comecei a trabalhar profissionalmente como ilustrador com carteira registrada e tudo mais, elas estavam lá. As “malditas canetinhas” a base de solvente, que manchavam os layouts, vazavam e secavam em apenas um mês. Claro que não eram canetas de qualidade, eram as únicas disponíveis na época. Haviam as importadas, mas muito caras. As poucas que apareciam, desapareciam na mesma velocidade que tinham surgido.
Com o passar do tempo, tentei trabalhar com outras marcas, mas não me sentia à vontade e então desisti de vez e quando tinha que usar marcador, só a base de água. E foi assim até agora. Há alguns anos comecei a notar um número frequente de pessoas usando as famosas Copic e achei que não passava de moda. Mas observando os trabalhos realizados por artistas japoneses, que percebi que não se tratava de mais um marcador, mas de algo especial. Mesmo assim continuei relutante e não aderi, até que acabei não resistindo e testando as “benditas canetinhas”. E o que achei? Sensacionais! Sinceramente não esperava muito, e me surpreendi a ponto de me arrepender de não ter começado a usá-las a mais tempo.
Só senti falta das Copic blender, pois essa caneta, que na verdade não tem cor, é uma espécie de “misturador”, parece ser bastante útil, principalmente em graduações de tons, sombras, etc.
Sendo assim, resolvi fazer alguns testes em alguns tipos de papéis que costumo usar, e obtive resultados acima da média para alguns papéis e outros por possuírem características desfavoráveis à esse tipo de media, não tiveram resultado ótimo, mas de certa forma aceitável.
Os papéis foram os seguintes:
Canson Marquer - Papel de gramatura fina, poroso, mas segura bem a tinta e vaza pouco. Fica visível no verso justamente por ser fino. Por absorver rapidamente a tinta, requer agilidade no uso, mas garante cores bem fiéis.

- Acervo Layout - Esse papel uso muito para rascunho e layout. É bem comum, usado por muitos artistas. Porosidade acima da média para canetas a base de solvente, mas com as Copics, não traspassou para o verso. Também requer agilidade.

- Schoeller Durex - Papel caro, usava muito para fazer arte-final em nanquim. Por possuir superfície lisa e pouco porosa, própria para raspagem e retoques, a tinta não se dá muito bem, tornando bem clara a tonalidade das Copics. Não recomendo o uso desse papel, a não ser em casos bem específicos.

- Canson Montval - Aqui resolvi fazer um teste maluco e aplicar as Copics em um papel específico para aquarela, e não é que o resultado me agradou? A alta porosidade do papel não foi problema, não espalhou a tinta e tampouco vazou.

- Winsor & Newton Bristol - Deixei por último, pois trata-se do meu papel preferido. Uso ele praticamente para tudo: Nanquim, aquarela, gouache, acrílica e agora Copic! Apesar da superfície lisa e do trabalho rápido, as cores surgem perfeitas e os meios tons são obtidos com extrema facilidade. De longe o melhor para meus trabalhos.
Bem, como podem observar, foram apenas alguns tipos de papéis mais comuns que testei, para poder tirar proveito ainda maior das Copics. Ainda quero fazer mais testes com papeis para marcadores de outras marcas e os próprios papéis Copic para postar aqui o resultado!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
The Tree of Life
Lembro de quando assisti O Novo Mundo. Fiquei sem ter comentários nenhum sobre o filme por vários dias... na verdade ainda não tenho certeza do que senti assistindo ele. Terence Malick é um bruxo, ou algo parecido. Eu ficava pensando... mas é só a história de Pocahontas, como que o cara pode transformar algo tão simples em uma obra inexplicavelmente incrível? E olha que Colin Farell, que eu odeio está no filme e digo mais, de forma brilhante! Assim só me lembro de ter ficado, após assistir Restoration, mas durou apenas alguns minutos.
E eis que agora, Malick prepara seu novo filme, The Tree of Life. Só o trailer já emociona, então fico aqui imaginando quais sentimentos me ocorrerão quando estiver sentado assistindo o full-lenght.
E eis que agora, Malick prepara seu novo filme, The Tree of Life. Só o trailer já emociona, então fico aqui imaginando quais sentimentos me ocorrerão quando estiver sentado assistindo o full-lenght.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Your Highness
Maluquice com cavaleiros medievais, erva, Natalie Portman, uma hidra, James Franco, mais erva e feiticeiros malígnos. Tudo isso comandado por David Gordon Green (Segurando as pontas). Já tá na lista pra ver ano que vem!
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Agora vai!

Ao contrário de muita gente, eu gosto muito da direção de Zack Snyder. Seus filmes são seguros, e a direção de arte é magnifica. Ele não faz filmes pra você ficar pensando sobre os segredos do universo, do eu ou da droga que seja. Ele faz filmes para divertir. E filmes baseados em quadrinhos de super heróis devem transmitir exatamente o que os quadrinhos transmitem. Por isso acho acertada a sua escolha para dirigir o novo filme do Supa. O filme anterior, dirigido por Brian Singer é competente e legal, mas faltou o impacto que o próprio personagem exigiria num filme.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Supernatural - O anime
Muito trabalho e pouco tempo pra blogar. Pra não dizer que passei e não disse alô, lá vai um trailer da animação do seriado Supernatural, produzido pela Madhouse (estúdio que está produzindo Highschool of The Dead e as adaptações de Homem de Ferro e Wolverine). Irmãos Winchester versão nipônica pra galera que está com saudades dos caça-monstros mais legas da tv.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Avenged Sevenfold - Nightmare
Eu estava pronto pra postar o novo clipe do Withchery que tá "infernal" se me permitem o trocadilho, mas aí ví o novo do Avenged Sevenfold... e foi como um gancho de direita! Fantástico é pouco. A colaboração de Portnoy também é digna de nota!
sexta-feira, 2 de julho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
O fim do Moleskine
Confesso que achei uma porcaria o Molesko sketchbook. Papel grosso, mas ruim pra marcador. vaza pro outro lado, aquarela custa a pegar, mas com lápis fica uma beleza.
Não sei se comprarei outro. Vou procurar outro que eu possa usar qualquer coisa, sem preocupar com o desenho que ficou atrás. Bem segue aí os últimos suspiros do maledeto.



Não sei se comprarei outro. Vou procurar outro que eu possa usar qualquer coisa, sem preocupar com o desenho que ficou atrás. Bem segue aí os últimos suspiros do maledeto.



quarta-feira, 16 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
domingo, 16 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
TUPIXEL

(Texto original do site)
Tupixel é uma ferramenta de auxílio para quem busca por desenhistas brasileiros ou que atuam no país. Um "pixel" de partida para quem busca desenhos feitos em terras tupiniquins
Em seu banco de dados - hoje com aproximadamente 1600 nomes - você irá encontrar grandes mestres, profissionais e iniciantes desta arte tão presente em nosso dia-a-dia através de jornais, revistas, livros, internet, embalagens, moda, peças publicitárias, histórias em quadrinhos, tv, cinema e mídias alternativas.
Tupixel não é uma lista definitiva, o site é uma "pesquisa-viva", em constante atualização. Por isso você pode colaborar para o site indicando novos nomes, novos links ou apontando eventuais duplicidades pelo e-mail: tupixel@faoza.com
Se você for um desenhista profissional ou iniciante e ainda não estiver listado, envie um e-mail com nome, endereço do seu portfólio e um desenho no formato JPG.
http://www.tupixel.com.br/
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Orianthi
Tenho que confessar: Eu gosto da Orianthi! Ela conseguiu unir a atual geração de teen popstars com os mestres do shred. Não tem como não gostar de uma garota dessas. Sem falar que com a morte do Jacko, quem mais saiu ganhando foi ela. Apesar de não sair em tour com o Rei do Pop, acabou ganhando notoriedade e emplacou um disco logo na sequência. Com moral pra gravar até com o gênio Steve Vai!
20th Century Boys

Confesso que não li toda a história em mangá, só alguns scans ali e outro aqui. Afinal foram 8 anos que os japoneses seguiram a saga de Kenji, seus amigos e "Amigo",hehehehe. Quem espera pra ser publicado aqui no Brasil, espera sentado. O autor, Naoki Urasawa já revelou que só permite a publicação da saga, assim que seu outro mangá, Monster (da Conrad) terminar. Ou seja, pra quem acompanha mangá pela Conrad, já sabe...
Bom, o post não é sobre o mangá, e sim sobre a adaptação cinematográfica de 20th Century Boys. Não vou aqui comentar nada sobre a história, apenas quero deixar registrado que após assistir a trilogia nesse final de semana, segue mais forte a sensação que qualquer mangá, deve ser adaptado para os cinemas pelos próprios japoneses. Eles podem não ter o aparato técnico de Hollywood, mas a essência dos mangás é mantida. Nada como tolices do tipo Dragonball Evolution ou Speed Racer. Graças a Deus que Yamato tá sendo produzido em live-action por eles. Acho que tão aprendendo.Quanto a 20th Century Boys, só posso recomendar a qualquer um, se tiver a possibilidade de assistir. Cheio de referências a cultura pop japonesa, principalmente os tokusatsus, (tem referência do Ultraman a rodo), influências americanas que vão do Rock até Stephen King (não tem como não fazer um paralelo entre Kenji e seus amigos com os garotos de Stand By Me ou até mesmo de A Coisa). Com certas diferenças do mangá, que não alteram o teor da história, (inclusive com um final diferente) a trilogia entra no hall das melhores adaptações de hq dos últimos anos. Emocionante. Ah depois dos créditos da última parte, tem também o adendo "21th Century Boys, assim como no mangá!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Tiro no pé

No meio de toda aquela palhaçada que foi a entrega do Oscar 2010, somente Crhistoph Waltz saiu sem sujeira na imagem. Mas a noite prometia ser ruim. A dupla Steve Martin e Alec Baldwin não decolou. Na verdade aterrisou de barriga. A coisa começou a feder quando os primeiros prêmios para Guerra ao Terror foram saindo. Tava na cara que as cartas já estavam marcadas. O bom e velho Taranta não levou o de roteiro, que seria uma "consolação" no meu ver. Aí a coisa espalhou-se pelo ventilador de vez quando Sandra Bullock sobe para receber seu Oscar, logo após ter recebido um Razzie! Hollywood é igual a Rede Globo, quando quer "fazer" alguém, faz. Nesse momento eu já sabia que a canoa virou pro James Cameron. Tava tudo escrito, sabe-se lá porque, mas Cameron não subiria no palco naquela noite. Essa era a ordem. E foi cumprida. Guerra ao Terror é um bom filme, assim como Distrito 9. Poderia ser ele também, não? Bom, já que Avatar não é um bom filme, então que tal Inglórios Bastardos? Não! Também não. Sabe de uma coisa, desisto de assistir e de dar credibilidade nesse prêmio. Já tinha prometido não ver desde ano passado quando Mickey Rourke foi limado da festa, mas cometi o pecado de ver esse ano por causa do J.C. Me dei mal. Mas há males que vem para o bem. O Rubinho numa felicidade ímpar mandou a seguinte frase na hora que anunciaram o melhor filme: "Hollywood está dando um tiro no pé!" E eu concordo com ele e por isso fica com cara de birra. Hollywood está por um fio, quase ninguém vai mais com frequência ao cinema, a pirataria praticamente está matando as locadoras de filmes e quando um filme resgata toda essa magia, leva milhões aos cinemas novamente, dando um novo folego para a idústria, os caras premiam um filme que quase ninguém viu! Como explicar que o filme que teve um dos maiores recordes de bilheteria de toda história, que mudou o jeito de se fazer cinema, que rompeu a barreira para o século 21 não é digno de prêmio? Sei lá, nem eu entendo. Isso é ou não é dar um tiro no pé?
Marcadores: oscar 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Bala de Prata na Cabeça!

Não gosto de escrever sobre filmes, músicas ou o que seja que não me agrade. Fiz isso poucas vezes. Mas desta vez foi meio que pessoal. Eu sou fã de filmes de Lobisomem e em especial "The Wolfman" de 1941 e a suposta refilmagem que assisti esta semana no cinema foi uma verdadeira tragédia. Horroroso é o que posso falar sobre o que achei. Filme truncadíssimo, com resoluções falhas e muitas delas sem sentido. Desperdício de referências, banalizadas a meras figurações. O roteiro então é mais furado que vilão do filme Cobra do Stallone. Fica evidente que muita mão passou ali e você sabe que se o negócio tá feio e muito se mexe, fede cada vez mais. E dito e feito. Fico com pena apenas de Benício Del Toro que é fã do personagem e do filme original, e praticamente tocou o barco no projeto, mas infelizmente os "donos" do filme fizeram a lambança chegar onde chegou. Joe Johnston entrou nessa roubada nem sei porque e espero que ele limpe seu nome com o filme do Capitão América. Rick Baker foi apenas ok na sua "homenagem" à maquiagem original de Lon Chaney Jr. O CGI não me incomodou como alguns estão falando aí. O que mais incomodou é essa maldita mania de hollywood (é minúsculo mesmo!) de criar "vilões" para se ter um herói, anti-heroi que seja... Acabaram com a magia do filme original, com diálogos furados e sem liga. A velha Maleva diz que só o amor pode salvar Talbot, mas no final uma bala de prata acaba com a vida do cão maldito. Pô, até aí qualquer um podia meter uma bala de prata no rabo do lobo e fim de papo, sem amor! Onde foi parar a marca que o lobisomem vê em suas vítimas? Mostraram o medalhão cigano mas nem explicaram pra que servia! A bengala nem se fala. Agora venha cá... a origem do lobisomem foi graças a uma mordida de um mogli dos infernos na Índia? Ah... quase levantei da cadeira e fui embora... Alguem no orkut disse que parece haver dois filmes, mas eu digo que na verdade não há filme algum e sim uma colagem de cenas que dão entender a um filme. Algumas cenas bem bonitas e outras nem tanto... isoladamente algumas cenas são legais... como o lobisomem em Londres que é chupada diretamente de "The Curse of Werewolf" e a cena do veado no arco, que lembra uma pintura do grande Frazetta. Bem o filme é isso... se é que podemos dizer que isso é um. E como que sofrendo com toda essa lambança, no final do filme, Del Toro solta um melancólico "Thank You" e se despede dessa vida. Ah essa hollywood....


















